Nesta quinta-feira (2), o município de Baependi, no Sul de Minas, celebrou com grande entusiasmo os 169 anos de emancipação político-administrativa. A comemoração teve como ponto alto o desfile cívico, que reuniu escolas, fanfarras, autoridades e a comunidade baependiana em uma manhã vibrante de cultura, tradição e identidade regional.
O evento aconteceu no centro da cidade, percorrendo a rua da Prefeitura, e atraiu grande público. As escolas do município desfilaram com temas cuidadosamente preparados, homenageando as riquezas históricas, religiosas e culturais que moldam o caráter do povo baependiano.
Um dos momentos mais marcantes foi a homenagem ao artesanato local, conduzida pela Escola Municipal Dr. Wenceslau Brás, que trouxe à avenida a força criativa das mãos baependianas. O trabalho com palha, bambu, cipó e outras fibras naturais e sintéticas, herança passada de geração em geração, foi celebrado como um verdadeiro patrimônio vivo da cidade.
O desfile reforçou o orgulho por essa arte tradicional, que movimenta a economia local e representa a identidade cultural de Baependi, conectando passado e presente por meio da manualidade, da estética e da sustentabilidade.
Além do artesanato, a religiosidade — uma das marcas mais profundas da cidade — também ganhou destaque especial. Reconhecida nacionalmente como a terra de Nhá Chica, a cidade exalou espiritualidade com alas temáticas que lembraram a devoção e a importância da fé na formação da comunidade. A presença de símbolos religiosos e referências às romarias mostrou como a espiritualidade continua sendo parte essencial da vida local.
As fanfarras escolares, por sua vez, deram um espetáculo à parte, conduzindo o ritmo das apresentações com sincronia, empolgação e beleza sonora. Elas animaram o público e abrilhantaram ainda mais a manhã festiva, evidenciando o talento e o empenho dos estudantes e educadores envolvidos.
A comemoração dos 169 anos de Baependi reafirma a força de um município que respeita suas origens, investe em educação e cultura, valoriza o que é seu e cultiva, com orgulho, as tradições que o tornam único. A cidade segue avançando, sem jamais esquecer as raízes que a sustentam.